sábado, 8 de maio de 2010

1 ANO E 1 MÊS - CAMINHANDO

No exato dia em que estava completando 1 ano e 1 mês de vida a Vitória saiu caminhando sozinha. Já fazia algum bom tempo que ela ensaiava os passos segurando nossas mãos ou nos móveis e paredes das casas. Ela já conseguia se equilibrar entre dois ou três passos entre um móvel e outro, mas no dia 21/04/10 ela se soltou do sofá e foi embora corredor a fora. É o andar mais engraçado e estiloso de todos. E complicado. Não é fácil a maneira como ela utiliza todos os membros do corpo pra conseguir o equilíbrio. Até o cabelo influencia. Se tiver mais repartido para um lado, lá vai a Vitória pendendo pra direita... É. Mais uma fase que estamos ultrapassando no crescimento. Os dias passam...

terça-feira, 30 de março de 2010

1 ANO!!!






No dia 21 recém passado a Vitória completou 1 ano de vida. Parece que faz mais tempo que eu deixei de ser dono do meu nariz. Eu que nunca planejei nada, agora tenho que ter plano até pra ir na esquina.
Faz 1 ano que a Vitória nasceu e cada um desses 365 dias serviram pra confirmar a decisão que tomamos de ter um filho, serviram pra aprendermos a ver a felicidade em pequenas coisas, como numa noite inteira de sono!!! Brincadeira.
Não troco nada por esse ano em que a Vitória cresceu de forma normal, não apresentou nenhum contratempo, nenhum problema que nos fizesse preocupar, além, é claro, da manha com a mãe dela, em especial.
Tenho muito orgulho de ver que nesse ano criamos uma criança feliz, alegre e sorridente, curiosa, ágil e agitada, esperta, desenvolta e linda, muito linda.
Ela já está ensaiando os primeiros passos, ainda com a necessidade de uma ajuda, mas cada vez mais firmes e numerosos.
Ainda não falou nenhuma palavra, embora já cante a música de um porquinho de pelúcia que ela ganhou da Dinda (não sei o nome da música, mas o Ovelha gravou uma versão em português - ououeieee).
Nesse ano, a Vitória passou dos seus 43cm para 74cm; dos seus 2.180kg para 9kg. Suas feições estão mudando rapidamente, perdendo aquela cara de bebê para ganhar uma carinha de criança.
E a cada dia que passa, estou tendo que aprender a lidar com esse crescimento, a ver diminuir a dependência dela com a gente. E isso faz crescer um medo do nada, das notícias que vemos, ouvimos e lemos nos jornais, da loucura de nosso mundo.
Mas não é disso que quero falar, aliás, nem quero falar de mais nada.
Quero só dizer que nada podia ser melhor na minha vida do que a Vitória; que naqueles momentos em que bate o cansaço, só o sorriso dela é que me dá mais fôlego pra levantar e brincar, pra voltar a ser criança, pra ser muito mais feliz!!!








segunda-feira, 1 de março de 2010





“Algum tempo sem escrever muito por causa das férias tiradas no final de ano. Fomos para a praia.
Mas primeiro, tenho que relatar o primeiro natal da Vitória, passado em família, em que ela, por certo, foi o centro das atenções e ganhou muitos presentes, em especial, um buggy, presente do dindo, e com o qual ela já anda aterrorizando pelas calçadas do bairro.
Depois do natal saímos para duas semanas na praia incluindo aí o reveillon.
A primeira semana foi difícil. A Vitória estranhou a movimentação da casa, com um número bem maior de pessoas do que aqui, e só se acalmava com a Laura.
Na segunda semana, com o esvaziamento da casa, a situação melhorou muito, a Vitória ficou bem mais calma, já aceitava ficaR comigo, brincando, longe da mãe.
Ela gostou muito de brincar na praia, engatinhar na areia e entrar mar à dentro. Passou a brincar com pazinha, baldinho, etc. Tiramos belas fotos da pequena.
Nas férias fiquei treinando alguns truques com a Vitória e ela aprendeu a abanar, o famoso tchauzinho; aprendeu o “me esqueci”, que nada mais é do que levar uma das mãos até a cabeça quando ela ouve essa expressão.
Quando voltamos para Porto Alegre ela começou a bater palmas, coisa que a Laura vinha insistindo fazia tempo.
Agora, quando ela fica faceira, repete essas 3 coisas nitidamente para nos agradar.
Mas a principal mudança é na alimentação. A Vitória está liberada para comer de tudo desde o mês passado, mas o que não esperávamos é que ela realmente fosse comer de tudo.
A guria é uma verdadeira draga. Sequer podemos comer na frente dela, pois ela começa a resmungar pedindo um pedaço.
Ela come arroz, carne, feijão, legumes, bolacha, sorvete, frutas (adora limão), enfim, tudo o que oferecemos, ela manda. E dá risada e bate palmas...
Nos últimos dias a Vitória vem apresentando certa dificuldade em dormir. Hoje, acredito que ela sequer tenha fechado 8 horas de sono, contando o dia todo, o que para uma criança é muito pouco.
Amanhã temos consulta com a pediatra e vamos perguntar se pode influenciar de alguma forma no crescimento dormir tão pouco.
Fora isso, tudo anda muito bem e a Tóia está cada dia mais linda (e olha que não sou eu que digo).”
Esse relato eu escrevi no dia 20 de janeiro e sei lá por qual motivo não postei no blog. Na verdade, ando meio preguiçoso e o tempo que estou em casa é praticamente todo pra Vitória.
Faz mais ou menos uma semana que a Vitória me deu os primeiros beijos espontâneos. Estávamos sentados no chão brincando, ela engatinhou até meu colo e me deu um beijo – que consiste numa lambida bem babada na bochecha – e repetiu por mais 4 vezes.
Fiquei muito besta (bem mais do que o normal).
Essas atitudes de carinho estão aumentando. Todo dia ela demonstra mais amor por nós dois e isso é realmente gratificante.
Hoje mesmo quando eu cheguei em casa do trabalho, ela estava em pé, apoiada no sofá e me olhou deu uma risada e veio engatinhando até mim. Não tem preço.
Daqui a 20 dias a Vitória estará completando 1 ano. Vamos fazer uma festinha pra ela, sendo que é um momento bem mais de exibicionismo dos pais do que de farra da criança.
E podem ter certeza que gosto muito de me exibir com a minha filha linda.
Nesse sábado que passou a Vitória foi numa festinha de aniversário. Um ano do Miguel, vizinho aqui da rua. Levamos a “Tóia” que ficou na festa com a Cleusa, a babá. Voltamos para pegá-las depois das 19 horas. Pois é! Não tem nem 1 ano e já estou indo busca nas festinhas de noite.
Não me lembro se já escrevi sobre isso, acho que não. Mesmo assim agora esse sentimento é bem mais forte.
Algumas coisas eu sempre achei que usaria na criação de meus filhos, coisas que a gente houve os pais, avós contarem e que serviu pra fulano e ciclano.
E tentei botar em prática com a Vitória. Descobri que ela não é nem o fulano muito menos o ciclano. Descobri que não existe fórmula, que não existe verdade absoluta.
Algumas coisas, como pais, devemos planejar e tentar incutir nos filhos, mas a forma como vamos ter que fazer isso é uma grande incógnita. Estamos escrevendo uma história em que o personagem tem vida e vontade própria.
Várias vezes temos ouvido, desde pessoas conhecidas até outras que nunca vimos antes, comentários sobre a felicidade que a Vitória passa.
E acredito que ela realmente seja feliz. Pelo menos nos esforçamos pra isso.
Sempre temos um sorriso pra ela, porque quem recebe um sorriso, responde com um sorriso. Procuramos dar o máximo de carinho possível e, podem ter certeza, essa é a parte mais fácil. Nada melhor do que beijar aquelas bochechas.
Mas já não mais me atrevo a dizer que quando a Vitória tiver 3 anos vou fazer isso, quando fizer 5 aquilo e quando tiver 14 vai ser assim.
Descobri que não dá certo. Descobri que para ter respeito, vamos ter que respeitar a maneira dela.
Mas isso não significa que ela vá fazer tudo que quiser. Isso quer dizer que teremos que encontrar a melhor maneira de passar educação, princípios e valores para a Vitória.
E não tem como dar errado, pois ela está nos fazendo pessoas melhores e que, assim, melhor vão poder contribuir para o crescimento dela.



sábado, 12 de dezembro de 2009

BATISMO


Vários acontecimentos nos últimos dias. Primeiro, sábado retrasado a Vitória engatinhou pela primeira vez. Ta, tudo bem, essa já era “velha”. Mas é que ela vem aperfeiçoando a técnica diariamente.
Segundo, estão nascendo os dois primeiros dentinhos. Ela não nos deixa ver; coloca a língua na frente e chora quando tentamos forçar. Mas passando o dedo podemos sentir perfeitamente a serrinha.
Nos últimos dias, também passamos a dar outros tipos de comida para a Vitória. Ela experimentou seu primeiro pedacinho de carne, comeu cenoura cozida e arroz integral. Tudo bem pouquinho,me pedaços pequenos, que ela adorou.
Por fim, domingo foi o dia do batizado da Vitória que, agora, passa a fazer parte dos filhos de Deus. Pois é, não sabia, aprendi no cursinho pré batizado que quando nascemos somos criaturas de Deus e somente passamos a ser filhos depois do batizado. Claro que essa é a doutrina da Igreja Católica, mas, mal ou bem, ainda é a que seguimos. Também não sou bobo de querer discutir religião.
Nem futebol, pois sou Flamengo desde criancinha.
A Vitória se portou extremamente bem tanto no sábado – curso do batizado – quanto no domingo, no próprio batizado. Não chorou, não reinou, nada. E gostou bastante da hora de receber a água do batismo.
Estava muito linda no seu vestidinho branco e sandálias.

sábado, 28 de novembro de 2009

8 MESES




Em ritmo de fórmula 1. Já se foram 8 meses de muitas emoções, choros e descobertas.
Sem dúvida alguma, a primeira descoberta é a do amor incondicional por alguém que acabamos de ver (ainda vamos nos conhecer) e de que a sensação da hora do parto é única e incomunicável.
Depois, a gente descobre como é boa uma noite inteira de sono. Umas 6 horas ininterruptas que fosse. Mas isso é passado.
Hoje, acho que não tem nada que eu aprecie mais do que voltar pra casa no fim do dia. Isso pelo simples fato de que, logo que abro a porta, lá está a Vitória que me olha e abre um largo sorrio, franzindo o narizinho.
Com certeza cuidar de um filho não é fácil, mas essas coisas fazem tudo valer à pena.
Nossos primeiros 3 meses foram bem difíceis, principalmente pela Vitória sofrer muito com as cólicas. Com o tempo, os problemas mudam. Hoje, por exemplo, ela está apegada demais com a Laura, chorando quando não está no colo dela, mesmo quando está no meu.
Aliás, colo ela só aceita o da Laura, o meu e o da babá. Com as outras pessoas ela abre o berreiro.
Mas o interessante dessa relação é que o mais difícil também é o mais legal. Explico: ontem a Vitória conseguiu dar seus primeiros movimentos de engatinhar. Já faz tempo que ela se arrasta e gira e se atira para os lados.
Todo esse movimento demanda muito mais atenção de nossa parte. Também acarreta choro pelo fato de, com o domínio do movimento, aparecer vontades que nem sempre podemos permitir (quase nunca na verdade, pois ela tem verdadeira adoração por se atirar de cima da cama).
Por outro lado, é sensacional ver a alegria dela com a possibilidade de se movimentar, de ir atrás dos brinquedos.
Hoje mesmo fiz quase uma passarela com o tapete de borracha para ela ficar engatinhando. Colocávamos um brinquedo na ponta e lá ia ela, aos trancos e barrancos, sorrindo, gritando até seu objetivo. Quando ela chegava, passávamos o brinquedo para o outro lado. Não considero isso nenhum tipo de tortura, só dois pais bobões vendo sua filha crescer.
E se tem pai bobo nesse mundo sou eu. Por vezes, na verdade sempre, quando me dou conta estou andando com ela no colo, sorrindo e olhando pra todo mundo pra ver se estão apreciando a minha pequena. Exibimento mesmo, puro orgulho.
Uma coisa que não muda desde os 2 meses é o jeito de fazer ela dormir durante o dia: a Laura bota um cd da Xuxa e fica dançando com ela na frente do espelho. Umas 3 ou 4 músicas são suficientes, via de regra (por vezes nem a coleção inteira).
Por falar nas músicas, em uma que é sobre o Praga, um antigo personagem do Xou da Xuxa. Na música a Xuxa quer se livrar de qualquer jeito da figura e xingam o coitado e ninguém o quer. Nunca tinha parado pra escutar essa música e, confesso, fiquei meio traumatizado.
E olha que tenho um bom retrospecto em letras de músicas, digamos, nada politicamente corretas. Os fãs da The Osmar Band que o digam.
Mas a próxima novidade é levar a Vitória para o clube para tomar banho de piscina. Ia ser hoje, mas outro temporal frustrou nossos planos.
Taí outra história...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

6 MESES E UM POUCO MAIS

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6 meses já se foram. Em verdade, estamos quase no sétimo e inúmeras são as novidades. Aliás, só isso que é não é mais novidade! As etapas de desenvolvimento fazem com que diariamente as novidades aconteçam.
Como já faz algum tempo que não escrevo, tenho até dificuldade de lembrar de todas as novidades, mas a maior dificuldade é por que a Vitória está sentada aqui ao meu lado no sofá e quer por que quer mexer no computador.
Pois é, ela já fica sentada, com postura e sozinha. Temos que ficar sempre de olho por que ela se atira pra pegar as coisas e, em geral, a cabeça vai na frente.
Ainda não sofremos nenhum acidente, graças a Deus!
Já entramos na fase das frutas, também. A Vitória começou tomando suco de laranja do céu pela manhã, acrescentamos uma semana depois banana amassada de tarde e, depois, purê de maçã e mamão também amassado.
Agora, ela está tomando suco de laranja do céu com cenoura. E manda tudo com muita vontade, sempre mantendo o leitinho no restante do dia, de duas em duas horas.
Já faz mais de mês que lutamos contra uma alergia ou fungo ou sei lá o quê que acometeu a Vitória em torno da boca e do pescoço, deixando a pele avermelhada e marcada.
Já fomos em duas dermatologistas e estamos aguardando o resultado do exame micológico e que consiste na raspagem da pele machucada.
Nos últimos dias está havendo uma melhora substancial na pele da guria com o tratamento que estamos fazendo com pomada, talco, banhos de permanganato de potássio e aveia.
Daqui mais uns dias, vamos fazer nossa primeira viagem com a Vitória. Vamos para o Uruguai apresentar a menina para Punta Del Este. Serão mais de 8 horas de viagem de carro. Vamos ver como ela se comportará!!!
Para cruzar a fronteira a Vitória teve que fazer carteira de identidade. Fomos lá no “Tudo Fácil” e a Vitória tirou foto e deixou as digitais.
Além disso, o humor dela melhorou bastante. Dificilmente ela tem aqueles ataques de choro das noites primeiras. Ao contrário, muitas são as risadas, gargalhadas mesmos e gritos, muitos gritos.
O bico que ela detestava, agora é companheiro obrigatório e ajuda bastante principalmente nas horas do sono, pois ela continua brigando um tanto pra dormir.
Também nos últimos dias, passamos a colocar a Vitória num balde pra tomar banho. Em verdade, a idéia nasceu da necessidade do banho com o permanganato de potássio, mas a Vitória gostou tanto que agora estamos colocando ela pra brincar no balde.
Por fim, e talvez a mais importante, a Vitória foi desmamada. Agora já não mama mais no peito.
Foram 6 meses e que passaram rápido, até rápido demais.

domingo, 13 de setembro de 2009

LOTAÇÃO

Faz praticamente 10 anos que trabalho no centro de Porto Alegre e durante praticamente todo esse tempo fui de carro para o trabalho.
Depois que a Vitória nasceu, como a Laura tinha vendido o carro dela, passei a ir de lotação para o centro para deixar o carro para eventuais emergências e necessidades da minha família.
No começo me irritava a demora de quase 40 minutos de casa até a parada final. Depois, fui me acostumando e hoje até gosto da demora no percurso.
Dirigindo, você praticamente não tem condições de realmente ver a cidade, as pessoas. Você passa mil vezes pela mesma rua e não conhece nada do que tem ali; não repara na correria das pessoas...
Aproveito que meu celular tem rádio, coloco numa estação e vou olhando pela janela ao longo de todo o percurso.
E numa dessas andanças é que comecei a perceber, principalmente, as meninas, a notar o que elas faziam com quem andavam, as roupas e gestos.
E foi aí que me preocupei!!!
Percebi que daqui a pouco, a Vitória é que vai ser uma dessas meninas. E o que será que ela vai ser? Como vai ser?
Por mais que os pais possam moldar seus filhos, não tem como a gente ter certeza de como eles vão crescer.
Fiquei imaginando a Vitória uma hippie, punk ou rajinishi.
Fiquei imaginando a Vitória chegando em casa com um magrão com as calças de cós baixo, aparecendo as cuecas.
Fico pensando o que seria possível fazer, mas ainda não encontrei nenhuma resposta.
Acho que vou parar de ir trabalhar de lotação!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

VITÓRIA FOI PRO QUARTO


Faz duas semanas que a Vitória está dormindo no quarto dela. Aproveitamos que as noites ficaram mais quentes e fizemos o que era inevitável. Confesso que é duro tirar o bebê do quarto, seja pela segurança, seja pela comodidade.
Mas, para nossa surpresa, a primeira noite que ela dormiu no quarto foi sensacional. Um sono só. A vitória dormiu perto da meia noite e acordou já de manhã.
Quando ela nasceu deveriam caber umas 3 dela no carrinho em que ela dormiu até pouco tempo atrás. Agora, no entanto, ela já estava apertada, tendo que quase dobrar as perninhas para caber.
Se a primeira noite foi uma beleza, todas as que seguiram naquela semana não foram nem de perto tranqüilas. A Vitória acordou em todas, pelo menos duas vezes, e chorou, resmungou, dormiu, acordou, chorou, resmungou...
Mas resolvemos manter nossa decisão de mudá-la para o quarto. E foi um festival de fazer chá, embalar, cantar, uma noite fiquei brincando com ela e os bonecos até perto das 4 da manhã.
Essa situação perdurou de uma terça feira até a segunda próxima quando, como que por mágica, ela voltou a dormir, quando muito, acordando para tomar um chazinho e dormindo novamente até pela manhã.
Nesse meio tempo as mudanças foram muitas. Ela entrou na chamada fase do “estranhamento”, ou seja, pessoas que ela não tem costume de ver fazem com que ela chore.
Dizem que, na verdade, não é estranhamento, mas que as crianças choram quando não reconhecem a pessoa. A Vitória fica muito braba, principalmente se tentam dialogar com ela!!!
As noites agora, antes dela dormir, exatamente na hora da nossa janta que antes eram abaixo de muito choro, estão muito calmas. A Vitória fica no carrinho com os brinquedos enquanto jantamos e, por vezes, até depois da janta. Nem para o banheiro, lá no ferrolho, preciso mais ir. Ela tem ficado no meu colo, sentados no sofá, com os bonecos ou com o controle da tv. Tenho que tirar as pilhas do controle, se não ela troca de canal o tempo todo.
Além disso, e talvez o que seja melhor para nós, é que ela está muito amorosa. Ela pega em nosso rosto com as duas mãos e sorri e nos baba, deixa ficar de bochecha encostada e vem gostando de ganhar beijos.
Olha, não há nada melhor do que teu filho te reconhecer e te dar um grande sorriso!!!
Outras tantas mudanças aconteceram, tantas que nem me lembraria agora e vão desde a coordenação motora, até as feições do rosto.
Mas o que mais tem me impressionado ultimamente é o amor que a Vitória pegou pelo Bartho. Ela olha pra ele e dá gargalhadas. As brincadeiras que ela mais gosta é perseguir o Bartho. Temos que andar com ela no colo, correndo atrás do cachorro. Quando ela ensaia um choro é só perguntar: “Cadê o Bartho?” e tudo vira riso.
O Bartho, por sua vez, ainda está um tanto arredio, tem medo e não deixa a gente chegar muito perto com a Vitória no colo.
Mas quando a colocamos no “tapete mágico”, agora estrategicamente colocado no chão em frente á tv, mais de uma vez já nos deparamos com ele deitado, bem próximo, cuidando dela ali.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

5 MESES



5 meses. E o tempo vai...
Na última semana a Vitória teve uma evolução impressionante na sua destreza. Os brinquedos que ficam pendurados no arco da cadeirinha dela, presos por velcro, que antes ela só balançava, agora são arrancados com facilidade e, muitas vezes, depois de bem babados, jogados longe.
Agora, quando eu e a Laura, principalmente, nos aproximamos dela, ela lança as mãozinhas pra frente e pega no rosto da gente, com preferência por apertar o nariz e os lábios. Nunca escapo de ter os óculos arrancados da cara e devidamente babados.
Essas manifestações de carinho são realmente momentos de felicidade, ainda mais pelo fato de, na grande maioria das vezes, virem acompanhadas de uma risada gostosa.
Outra mudança interessante foi em relação ao Bartholomeu. Ela anda encantada com o cachorro e já brincamos de pegá-lo.
E nessa brincadeira em especial aparece mais a última novidade: a gargalhada. Ainda são curtas, pouco mais que um gritinho, mas são cheias de felicidade.
O Bartho, por sua vez, continua arredio e com medo da Vitória. Só quando mandamos ele ficar parado é que conseguimos aproximá-la dele. Caso contrário, é só chegar perto com ela no colo que o bicho se manda.
Mas acho que assim que ela tiver mais senhora de seus movimentos e começar a brincar sozinha, o Bartho vai gostar muito. Ele já cuida dela, do jeito dele, mas cuida!!!
Amanhã a Vitória vai na pediatra para a visita dos 5 meses. Vai ser pesada e medida. Com certeza ela já passou bem dos 6 kg e dos 60 cm.
Nos últimos tempos, por força da tal gripe “A”, suína, H1N1, ou seja lá o nome que tenha, as saídas com a Vitória estão bem restritas. Nunca mias ela foi no lugar que mais gostava: o shopping; também não foi mais no supermercado ou qualquer outro lugar fechado com muita gente. Achamos melhor não dar sorte para o azar.
Além dessas coisas que já falei, a Vitória agora assopra a baba com mito mais força fazendo barulho de motoca; bate as pernas na banheira fazendo a mãe dela praticamente tomar banho também; gosta do controle da tv e troca os canais ou aumenta o volume entre uma babada e outra, porque tudo acaba na boca, tudo termina babado.
E eu acho a coisa mais sensacional do mundo.
Sou mais babão do que ela!!!

domingo, 9 de agosto de 2009

PRIMEIRO DIA DOS PAIS


Hoje é meu primeiro dia dos pais. Ganhei um pijama estampado com a foto da Vitória dizendo “Eu te amo meu papai...”, uma caneca com a mesma estampa e uma manta que tenho passado um pouco de frio ultimamente.
Ganhei os presentes quando levantei um pouco depois das 8 da manhã pra fazer o mama da minha filha.
Mais tarde ela tomou banho comigo na banheira e a mamãe colocou uma roupa vermelha na pequena e que, modéstia a parte, deixou ela muito linda.
A sensação de ser pai é interessante. Para mim, às vezes ela está mais presente que nunca. Olho pra Vitória e me surpreendo: “é minha filha!!!” ou com maior surpresa ainda: “eu sou pai!!!”
E olha que foi sempre uma coisa que quis ser, e que há muito já estava preparado. Mas é bem diferente na realidade.
Ultimamente, a Vitória anda tomando conta da situação. Ela não quer mais ficar na cadeirinha. Só no colo e com a gente de pé, chacoalhando a figura. Caso contrário: choro, muito choro.
E como ela é bastante braba, o que começa um choro manhoso, vira uma fúria aos berros e lágrimas abundantes e que quase nada faz passar. Só levando pro ferrolho.
Ferrolho vem a ser o lugar do trocador no banheiro dela, único lugar da casa em que ela sempre para de chorar e brinca, sorrindo para um móbile que lá instalamos providencialmente.
Assim, nossa rotina diária tem sido de jantares regados com muito choro e, depois, enquanto a Laura arruma tudo, eu fico com a Vitória no banheiro, rodando o móbile, já batizado de “seu moquito”.
E ficamos praticamente uma hora assim, até perto das 11 horas da noite, horário do último mama antes de dormir.
Como não sabemos muito bem o que fazer para parar com essa situação e temos teses diversas, eu e a Laura acabamos tendo uma que outra discussão.
Acredito que, enquanto ela ganhar colo sempre que chorar, nunca vai parar de chorar. Logo, acho que o único jeito de melhorar é deixar a Vitória chorar até cansar.
Mas essa minha tese é muito difícil de por em prática, primeiro, pelo fato de não fazer nada bem ficar ouvindo sua filha chorando, sabendo que só o que ela quer é colo; segundo, por que a Laura fica meio histérica.
Daqui há alguns dias a Vitória vai estar completando o quinto mês, já vai estar pronta para começar a se adequar a realidade. Pelo menos estou tentando me convencer disso.
Bom, mas esse tempo no banheiro tem sido ótimo para tirar fotos e fazer filminhos com a guria. Como no ferrolho ela fica de bom humor, tenho várias fotos dela sorrindo e filmes com gritos e gargalhadas (ou quase isso).
Como passo o dia inteiro no trabalho também tenho aproveitado esse tempo para ficar bem próximo dela, acho que por isso não tenho achado tão ruim ficar minhas noites no banheiro, embalando o “seu moquito” e ouvindo música num rádio-flor.
Faz umas 3 semanas que a Vitória teve uma virose que causou uma certa diarréia e que a fez perder um pouco de peso, diminuindo as bochechas.
Felizmente, isso já passou e o ganho de peso foi rápido, tanto que acho que ela já ultrapassou os 6 kg.
Eu e a Laura concluímos que vamos ter que buscar ajuda pra endireitar a Vitória, ou melhor, pra nos ensinar a lidar com ela.
Nunca ninguém disse que seria fácil. Mesmo assim não trocaria nada no mundo pela felicidade completa de ver minha filha sorrindo pra mim quando chego do trabalho.
Isso vale tudo!!!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

4 MESES


Hoje a Vitória está completando 4 meses e, por mais que seja rotina, a pressa com que o tempo passa sempre me assombra.
Já informei a Vitória que ela não precisa crescer muito rápido, não. O ritmo dela, hoje, está muito acelerado para o meu gosto.
Afinal, ela já deve estar bem próxima aos 60cm de altura e 5,5 kg de peso. Parece pouco, mas é bastante para alguém que menos de 4 meses atrás tinha só 2kg .
Só que o crescimento físico é o que menos impressiona. A interação dela com o mundo é bem mais instigante.
Hoje, a Vitória já está prestando atenção e preferindo brinquedos; já consegue agarrar vários objetos com as mãos; ontem, inclusive, ficou bem quieta assistindo desenho (Backyardigans).
O vocabulário também aumento bastante, ainda que nada seja inteligível para mim, reles pai mortal. Mas eu vejo na cara dela que ela está sabendo exatamente sobre o que está falando. Eu concordo e tento imitar os sons, mais ou menos como um conhecido técnico de futebol brasileiro.
O mais legal de tudo é que ela já nos reconhece e sorri abertamente com todas as brincadeiras que faço. Aliás, a gente tem que ter muita criatividade, pois ela se cansa rapidamente de várias brincadeiras.
Faz tempo que eu brinco de fazer barulho com a boca (aquele que se coloca a língua entre os lábios e assopra) e ela tenta imitar, com tanto esforço que acaba em choro. Ontem, pela primeira vez ela conseguiu fazer, com muito cuspe, ainda, mas saiu...e muita risada.
Semana passada eu cheguei em casa depois do trabalho, por volta das 20 horas e a Vitória tinha acabado de mamar e estava dormindo no colo da Laura.
Na troca do colo a Vitória acabou acordando. Deitei ela na cama e ficamos brincando, fazendo barulho com a boca, mexendo nos pezinhos, fazendo “bicicleta”.
A televisão ligada noticiava mortes pela gripe “A”, inclusive de uma criança de 4 ou 5 anos.
Eu, ali, olhado para o sorriso da Vitória, ouvindo aquilo, acabou fazendo nascer uma sensação de medo que me fez abraçar minha filha com uma força além daquela que havia me permitido até então com medo de machucá-la.
Enfim, senti um medo como nunca havia sentido; medo de que algo pudesse acontecer com ela, medo de não conseguir mais viver sem ela ali, sorrindo, chorando, dormindo, seja do jeito que for.
Acho que todos os pais acabam, um dia, sentindo esse medo. Mas nunca pensei que fosse tão difícil entregar um filho para o mundo.
Se agora que tudo o que a Vitória faz é controlado por nós, todos os horários, onde ela vai, o que veste, o que come - menos a hora do choro – e já me dá medo, imagina quando ela tiver vontade própria, imagina quando as pernas dela a puderem levar.
Já estou tentando me acostumar com a idéia, pois agora parece realmente impossível.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

TERCEIRO MÊS


A Vitória completou o 3º mês ontem, dia 21. Hoje, ela foi fazer a consulta mensal com a pediatra e pesou 4,740kg e já está medindo 56,5 cm. Relembrando, a Vitória nasceu com 45 cm e 2,3kg, perdeu pouco mais de 200g ainda no hospital.
Nesse último mês a Vitória engordou praticamente 1kg.
Logo que ela nasceu a gente não notava o quão magrinha ela era. Só agora, comparando as fotos é que reparamos e nos impressionamos.
A cara, antes magra, já está totalmente diferente, bem rechonchuda, cheia de bochecha e iluminada pelos olhos ainda azuis.
As pernas sempre foram longas, mas agora as coxas estão roliças, além de musculosas, como podem ser musculosas as pernas de um bebê.
A Vitória ganhou da Elenise, uma querida amiga, uma cadeirinha que treme e que usamos já faz tempo. Mas a cadeira também tem uma haste com 3 bonecos e até 6ª feira última a Vitória nunca tinha reparado.
No entanto, desde 6ª notamos que ela ficou bem quieta na cadeira, olhando fixamente para os bonecos. Já no sábado, ela fazia um grande esforço para se mexer e bater nos bonecos, o que ela conseguiu fazer com mais acerto hoje.
É realmente impressionante como um único dia pode fazer tanta diferença.
E a cara da Vitória olhando para aqueles bonecos, o esforço dela para acertá-los, arrancando até mesmo algum sorriso, é emocionante.
Desde que voltei a trabalhar, acho que esse foi o dia que fiquei mais tempo longe da Vitória. Como o dia foi cheio, confesso que não cheguei a sentir uma saudade forte. Ou melhor, achei que não até chegar em casa.
Foi só olhar praquela guriazinha que chegou a dar uma dor no peito de tanta saudade.
Alguém pode esta pensando: êta cara bobo esse!!!
E confesso sem a menor vergonha: estou completa e totalmente bobo com a minha filha e posso garantir que ela faz tudo por merecer.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

80 DIAS



Têm crianças que choram de dia, outras dão show de noite. E é impressionante que tão novos, tão pequenos, tenham fôlego de maratonista pra chorar.
A Vitória, acho que felizmente, estava no primeiro grupo.
E digo estava, pois parece que essa fase vai passando.
Desde o início a pediatra nos alertou que o choro seria mais intenso nos 3 primeiros meses e depois passaria. Olha, tem um momento que a gente deixa de acreditar nessa “lenda”.
Em outros, ficamos marcando no calendário os dias que faltam pra chegar essa benção do terceiro mês.
Mas também é certo que a gente se acostuma com quase tudo. No início, 10 minutos de choro da Vitória eram suficientes pra nos levar perto da loucura. Hoje em dia, passados 80 dias, já estou agüentando bem até 2 horas.
Mas o negócio do terceiro mês parece ser verdadeiro. Dificilmente hoje em dia a Vitória fica mais do que alguns minutos chorando, principalmente, quando ela está com sono e luta pra não dormir.
Agora, também é verdade que mesmo após longo tempo de choro, de aflição, um simples sorriso dela faz com que tudo aquilo desapareça e tudo fica ótimo e estamos prontos para outra.
Nessa semana ganhamos a ajuda de uma babá que vai cuidar da Vitória durante o dia e, pela primeira vez nos últimos meses, saímos somente eu e a Laura pra dar uma volta, no caso, fomos no shopping.
E nunca sentimos tanta falta de alguém como da Vitória, até pelo fato de que ela já adora shopping, aliás, adora andar na rua
E outra coisa importante é que o choro e a risada são duas grandezas inversamente proporcionais, ou seja, quanto menos choro, mais sorrisos. E não tem nada melhor do que ver seu filho sorrindo, olhando pra você e sorrindo.
Também já nos acostumamos com o fato de que ela mama e depois, invariavelmente, da 2 espirros e tem soluço. E isso é totalmente normal. No início, pensei que a guria tinha problema!!!
Aprendemos que nenê tem muitos, mas muitos gases e que são expelidos com bastante barulho, como se fosse gente grande.
Aprendemos, enfim, que não existe amor maior, nem felicidade mais completa.

sábado, 30 de maio de 2009

SINCERIDADE E ESPONTANEIDADE

Agora, convivendo com a Vitória, fiquei pensando quando é que acabam com nossa sinceridade e espontaneidade. Sim, porque criança tem definição nessas duas palavras.
Para uma criança, um sorriso é sempre felicidade; come quando está com fome; chora quando não gosta, independente de quem estiver com ela.
Os adultos já não agem mais assim. Tudo bem que a convivência em sociedade, a boa convivência não permite que todas as verdades sejam ditas, afinal, velho e certo é o ditado: “quem fala o que quer, ouve o que não quer.”
Mas nós vamos com o tempo perdendo todo tipo de sinceridade, até com a gente mesmo naqueles momentos em que estamos sozinhos.
Mas o que me intrigou de verdade foi o tempo, o momento em que há essa perda. Pensei e confesso que não encontrei nada em minhas memórias que servisse de marco inicial.
Tomara que eu consiga perceber e não deixar que isso aconteça com a Vitória, pois quero que ela seja sempre verdadeira e possa ter muita espontaneidade para poder ser ela mesma.
Tenha certeza que eu não estou sendo de todo sincero agora!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

"NÃO QUEIO"

Conforme eu já havia anunciado, sendo alvo de vários céticos, segue postado o vídeo em que eu provo por a+b que a Vitória, aos 2 meses, já está expressando sua indignação com o mundo (mais especificamente comigo).
Nesse vídeo feito nesta noite, ela, por 3 vezes, repete a primeira frase que aprendeu na vida: "NÃO QUEIO!".
To feito!!!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

2 MESES

Hoje a Vitória está completando 2 meses de vida e já cresceu bastante. Não é mais aquele nenezinho prematuro. Ta bochechuda, coxuda e barrigudinha.
E já está falando!!!
É verdade. Posso provar.
Quando ela chora, um dos meios de contornar esse problema é o bico. Mas nem sempre ela está interessada. E quando ela não quer mesmo, ela diz (entre choro e soluços): “não quéio”.
Pura verdade. A Laura também não acreditou e eu provei.
Tão logo consiga gravar a fala vou postar aqui no blog.
Ontem de tarde a Laura foi ao médico e eu fiquei com a Vitória em casa. Mesmo ainda sofrendo com a constipação, foi exatamente nessa hora que ela resolveu ter um verdadeiro churrio, somado ao fato de que a fralda vazou, ficamos uma verdadeira “cacaca”.
Como não podia ser diferente, tive que trocar a fralda da minha filhinha. Até que não foi tão difícil, ainda que vocês não possam imaginar o odor que causa o leite!!!
Mas ela ficou bem limpinha e pronta para outra.
A diferença desses 2 meses, por certo, não é só física. Já é impressionante como ela está mais atenta em relação a nós e já começa a responder alguns estímulos.
Ontem mesmo fiquei ensaiando uma bateria na carinha dela, bochecha, testa, nariz e queixo e ela deu muita risada. Tentei repetir alguns minutos depois e o choro foi forte. Acho que ela só gosta de novidade.
Nosso último projeto é filmar um dos tantos momentos de brabeza e choro da Vitória pra daqui alguns anos jogar na cara dela (hahahahahaha). Só pra ela ter noção do que nos fez passar.
Ela chora bastante e quanto mais chora, mais braba fica e mais alto chora e por mais tempo.
Felizmente tenho tido algum sucesso em acalmá-la, ainda que, por vezes, leve tempo demasiado.
A Laura tem sofrido mais com isso. Ela fica nervosa e acaba passando isso pra Vitória. Além disso, tem o inegável envolvimento de mãe e filha com razões que nem tento explicar.
Amanhã vamos na pediatra para o acompanhamento rotineiro, pesagem, medição e queixas. Além do choro constante e, às vezes, aparentemente imotivado, a Vitória tem apresentado um ronquinho, como se estivesse encatarrada. Semana passada estava bem forte, diminuindo agora.
Acredito que ela já deve ter ultrapassado os 4 quilos e esteja medindo uns 53 centímetros.
O próximo passo nosso é deixar ela dormir no quarto dela, agora que já é quase uma mocinha. Acho que ela vai encarar bem. Nós não!
Enfim, ter um filho requer muita vontade. Não é fácil, nem simples, mas é recompensador.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

50 DIAS ULTRAPASSADOS



A Vitória já comemorou 50 dias de vida que passaram incrivelmente rápidos.
Ultimamente, ela tem tido acessos de choro por várias horas e que chegam a nos tirar do sério. É verdade, é tanta intensidade, volume, sem que nenhuma medida que tomemos faça resultado que a gente chega na beira de perder a razão.
Para que isso não ocorra, instituímos o revezamento 2x1, ou seja, a cada hora de choro trocamos o cuidador.
As crises ocorrem em geral pela manhã com duração até por volta das 13 horas e de noite, das 18 até 23 horas, mais ou menos.
Felizmente, as madrugadas tem sido e alguma tranqüilidade, em que pese ela acorde pelas 6 da manhã e leve algum tempo até dormir de novo, quando dorme. Tudo isso regado a choro, com mais gritos do que lágrimas.
É certo que já aprendemos pelo menos umas 10 maneiras diferentes de enfrentar o choro, desde canções (compramos 5 cds), até embalos (de barriga pra baixo, de lado, dançando, correndo pela casa...)
O Bartho fica nervoso quando o volume do choro fica alto e para em frente a porta implorando pra sair. Não deixo, é claro, afinal cachorro tem que ser parceiro. Na alegria e na tristeza.
Mas o que aprendemos de principal é conversar sobre esses momentos de verdadeira raiva que sentimos, pois pode parecer anormal que isso floresça nos pais. Não é. Você só tem que aprender a lidar com esse sentimento e escondê-lo não é o melhor caminho.
Pois foi justamente falando nisso que conseguimos táticas para conviver com essa realidade: temos uma filha pequena que é chorona, braba e que essa situação vai perdurar por alguns meses (no máximo até o terceiro, é o que esperamos).
Agora, me pergunte se me arrependo da decisão de ter um filho?
Nem por um segundo, nem no auge do choro, nem no momento de raiva.
Só poder olhar para a Vitória já é prêmio suficiente para toda e qualquer privação que ela nos faça passar agora.
E não é pelo fato de eu ser o pai dela, mas ela é muito linda. Em todos os lugares que vamos ela faz o maior sucesso.
Bom, as fotos postadas não me deixam mentir.
Nos últimos dias ela passou a nos acompanhar com os olhos, demonstrando nitidamente que já sabe quem somos, que já nos enxerga.
Outro dia, minhas tias ficaram impressionadas como ela reagiu quando ouviu minha voz, mostrando ter reconhecido a bela voz do pai dela que tanto cantou “Bandeira branca” na busca do soninho!!!
E sem querer fazer propaganda de cartão de crédito, mas isso não tem preço!
Agora, por exemplo, que a casa está em total silêncio (Vitória está mamando) acredito na verdadeira felicidade.
E antes disso ela estava dormindo em meu peito, quieta, com a cabeça torneada pelo meu pescoço e essa sensação é insubstituível.
Aliás, quase sempre faço a Vitória dormir entre partidas de futebol no Playstation, sendo que acho que ela já até aprendeu algumas jogadas.

domingo, 3 de maio de 2009

PAIS E FILHOS

Os filhos deveriam lembrar dos primeiros meses de vida. Muita coisa iria ser diferente nesse mundo, com certeza.
Só assim poderiam saber de tudo que os pais fizeram nesse período. E posso dizer: não é pouco.
Hoje em dia, 5 horas seguidas de sono é motivo de comemoração.
Para o pai e a mãe poderem jantar juntos é necessária uma grande organização, verdadeira operação de logística, e que nem sempre acaba bem.
São horas ininterruptas de choro, veladas entre embalos, cantigas e carinhos, quando não se janta, não se dorme e, ainda que por muitas vezes a irritação apareça, não vence nunca.
E o prêmio para tanta dedicação é o alívio da cólica, o sono da noite, um sorriso disfarçado no rosto da criança. Nada mais do que isso.
Se quando crescêssemos pudéssemos nos lembrar desses dias, certamente trataríamos melhor as pessoas, nos trataríamos melhor.
Infelizmente, a memória não alcança esses dias, onde os filhos poderiam lembrar da sinceridade do carinho, do amor, da total dedicação de seus pais.
E por isso, somente quando deixamos de ser filhos para tornarmos pais é que vamos perceber tudo o que se passa.
E não me entendam mal, não é reclamação, é constatação. Todos passamos por isso, se não como pais, como filhos.
E podem ter certeza que repetiria todas as noites sem dormir pela felicidade de poder olhar para a Vitória.
Os pais também deveriam lembrar de quando eram filhos.
Há muito tempo pensei que escrever algo como um diário com as coisas que não deveria fazer com meu filho, os momentos que deveria entender.
Não preciso dizer que não escrevi, mas sinceramente espero não ter esquecido.
Por mais que se ame um filho, não há como escondê-lo do mundo.
As necessidades de cada idade precisam ser respeitadas.
Sei lá!!!
De qualquer forma, espero corresponder as minhas próprias expectativas com a Vitória.
E queria agradecer aos meus pais.
Saudade mãe!!!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

1 MÊS



No dia 21 a Vitória completou 1 mês de nascimento sendo que estava previsto o dia 17 para que ela nascesse. Foram 28 dias de antecipação, 28 dias que passaram voando.
Nesse meio tempo, fomos já 2 vezes na pediatra. Na 1ª consulta, a Vitória deveria estar com, no mínimo, o peso do nascimento, ou seja, 2,315 kg.
Como se sabe, após nascer sempre o bebê acaba por perder algum peso, o que deve recuperar nos primeiros 15 dias de vida.
Não foi o caso da Vitória. Ela saiu do hospital com 2.180 kg e na consulta estava com 2.190kg.
Isso nos obrigou a complementar a alimentação da guria com o agora famoso NAN, leite em pó próprio para nenês.
Assim, após aproximadamente meia hora de mama no peito, a Vitória ainda tomava mais ou menos 60ml de mamadeira. Nem sempre tomava tudo.
E a tática surtiu efeito além do esperado até, uma vez que em exatamente 1 semana a Vi ganho 360gr e rompeu a barreira dos 2,5kg.
Hoje, ela continua com o peito, mas já está tomando quase 90ml de NAN.
Tudo bem que ela anda meio voraz de mais, o que acaba causando vômito. Só ontem foram 3 camisetas minhas sujas.
Como as fotos mostram, pelo menos eu vejo, a carinha da Vitória já está bem mais redonda, e acredito que ela esteja beirando os 3kg.
O mais sensacional de tudo isso, é a felicidade nas coisas simples. Um arroto (e são poderosos) é motivo de alegria. De sincera felicidade.
Agora que ela ganhou um pouco mais de “corpo”, já podemos dar um abraço mais apertado e, confesso, não existe sensação melhor no mundo.
E não existe melhor programa do que ficar olhando para ela e para as milhares de caretas que ela já é capaz de fazer.
Com o passar do tempo, estamos aprendendo a lidar com a pior situação até hoje: cólica. È impressionante como a cara e os gritos da Vitória passam a dor que ela sente. E isso nos dá uma profunda ansiedade.
Hoje, já aprendi que a nossa ansiedade causa mais nervosismo na guria, e que para que possamos fazer com que ela pare de chorar, temos que estar muito tranqüilos.
Tenho conseguido com algum sucesso acalmar a Vitória nos piores momentos de cólica.
De resto, ontem pela primeira vez saímos para passear com a pequena e demos uma caminhada pelo Moinhos de Vento exibindo nossa rebenta com muito orgulho.
E o Bartho, mesmo 100% tosado continua fazendo o sucesso de sempre!!!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

23 DIAS



O mais difícil nos últimos dias tem sido atualizar o blog. É que não sobra muito tempo pra escrever entre as mamadas da Vitória.
Some-se a isso o fato de que tive que voltar ao trabalho desde hoje.
E somente estou conseguindo compor algumas linhas, pelo simples fato de que, até agora, a Vitória não teve a cólica noturna costumeira dos últimos dias, sempre por volta das 10 da noite.
E é bem difícil lidar com a cólica, uma vez que o nenê começa a chorar do nada e é um choro doído, sentido, acompanhado de caretas e gritos e cara vermelha.
Várias são as atitudes para serem tomadas no caso de cólica, começando pela bolsa de água quente na barriga, passando por massagem e pelo exercício de “bicicleta” com as perninhas da pequena.
Não é brincadeira, foi só começar a escrever que a Vitória começou a emitir alguns sons lá da sua caminha, preparando um choro que vai interromper esse relato.
Todo o dia vamos aprendendo a lidar com ela, conhecendo as manhas e maneiras de parar o choro ou evitá-lo.
Da mesma forma, a Vitória também aprende como lidar conosco, buscando os limites para ficar no colo, mamar, etc.
E, pior, ela parece usar muito bem o fato de ser pequena...