quinta-feira, 15 de outubro de 2009

6 MESES E UM POUCO MAIS

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6 meses já se foram. Em verdade, estamos quase no sétimo e inúmeras são as novidades. Aliás, só isso que é não é mais novidade! As etapas de desenvolvimento fazem com que diariamente as novidades aconteçam.
Como já faz algum tempo que não escrevo, tenho até dificuldade de lembrar de todas as novidades, mas a maior dificuldade é por que a Vitória está sentada aqui ao meu lado no sofá e quer por que quer mexer no computador.
Pois é, ela já fica sentada, com postura e sozinha. Temos que ficar sempre de olho por que ela se atira pra pegar as coisas e, em geral, a cabeça vai na frente.
Ainda não sofremos nenhum acidente, graças a Deus!
Já entramos na fase das frutas, também. A Vitória começou tomando suco de laranja do céu pela manhã, acrescentamos uma semana depois banana amassada de tarde e, depois, purê de maçã e mamão também amassado.
Agora, ela está tomando suco de laranja do céu com cenoura. E manda tudo com muita vontade, sempre mantendo o leitinho no restante do dia, de duas em duas horas.
Já faz mais de mês que lutamos contra uma alergia ou fungo ou sei lá o quê que acometeu a Vitória em torno da boca e do pescoço, deixando a pele avermelhada e marcada.
Já fomos em duas dermatologistas e estamos aguardando o resultado do exame micológico e que consiste na raspagem da pele machucada.
Nos últimos dias está havendo uma melhora substancial na pele da guria com o tratamento que estamos fazendo com pomada, talco, banhos de permanganato de potássio e aveia.
Daqui mais uns dias, vamos fazer nossa primeira viagem com a Vitória. Vamos para o Uruguai apresentar a menina para Punta Del Este. Serão mais de 8 horas de viagem de carro. Vamos ver como ela se comportará!!!
Para cruzar a fronteira a Vitória teve que fazer carteira de identidade. Fomos lá no “Tudo Fácil” e a Vitória tirou foto e deixou as digitais.
Além disso, o humor dela melhorou bastante. Dificilmente ela tem aqueles ataques de choro das noites primeiras. Ao contrário, muitas são as risadas, gargalhadas mesmos e gritos, muitos gritos.
O bico que ela detestava, agora é companheiro obrigatório e ajuda bastante principalmente nas horas do sono, pois ela continua brigando um tanto pra dormir.
Também nos últimos dias, passamos a colocar a Vitória num balde pra tomar banho. Em verdade, a idéia nasceu da necessidade do banho com o permanganato de potássio, mas a Vitória gostou tanto que agora estamos colocando ela pra brincar no balde.
Por fim, e talvez a mais importante, a Vitória foi desmamada. Agora já não mama mais no peito.
Foram 6 meses e que passaram rápido, até rápido demais.

domingo, 13 de setembro de 2009

LOTAÇÃO

Faz praticamente 10 anos que trabalho no centro de Porto Alegre e durante praticamente todo esse tempo fui de carro para o trabalho.
Depois que a Vitória nasceu, como a Laura tinha vendido o carro dela, passei a ir de lotação para o centro para deixar o carro para eventuais emergências e necessidades da minha família.
No começo me irritava a demora de quase 40 minutos de casa até a parada final. Depois, fui me acostumando e hoje até gosto da demora no percurso.
Dirigindo, você praticamente não tem condições de realmente ver a cidade, as pessoas. Você passa mil vezes pela mesma rua e não conhece nada do que tem ali; não repara na correria das pessoas...
Aproveito que meu celular tem rádio, coloco numa estação e vou olhando pela janela ao longo de todo o percurso.
E numa dessas andanças é que comecei a perceber, principalmente, as meninas, a notar o que elas faziam com quem andavam, as roupas e gestos.
E foi aí que me preocupei!!!
Percebi que daqui a pouco, a Vitória é que vai ser uma dessas meninas. E o que será que ela vai ser? Como vai ser?
Por mais que os pais possam moldar seus filhos, não tem como a gente ter certeza de como eles vão crescer.
Fiquei imaginando a Vitória uma hippie, punk ou rajinishi.
Fiquei imaginando a Vitória chegando em casa com um magrão com as calças de cós baixo, aparecendo as cuecas.
Fico pensando o que seria possível fazer, mas ainda não encontrei nenhuma resposta.
Acho que vou parar de ir trabalhar de lotação!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

VITÓRIA FOI PRO QUARTO


Faz duas semanas que a Vitória está dormindo no quarto dela. Aproveitamos que as noites ficaram mais quentes e fizemos o que era inevitável. Confesso que é duro tirar o bebê do quarto, seja pela segurança, seja pela comodidade.
Mas, para nossa surpresa, a primeira noite que ela dormiu no quarto foi sensacional. Um sono só. A vitória dormiu perto da meia noite e acordou já de manhã.
Quando ela nasceu deveriam caber umas 3 dela no carrinho em que ela dormiu até pouco tempo atrás. Agora, no entanto, ela já estava apertada, tendo que quase dobrar as perninhas para caber.
Se a primeira noite foi uma beleza, todas as que seguiram naquela semana não foram nem de perto tranqüilas. A Vitória acordou em todas, pelo menos duas vezes, e chorou, resmungou, dormiu, acordou, chorou, resmungou...
Mas resolvemos manter nossa decisão de mudá-la para o quarto. E foi um festival de fazer chá, embalar, cantar, uma noite fiquei brincando com ela e os bonecos até perto das 4 da manhã.
Essa situação perdurou de uma terça feira até a segunda próxima quando, como que por mágica, ela voltou a dormir, quando muito, acordando para tomar um chazinho e dormindo novamente até pela manhã.
Nesse meio tempo as mudanças foram muitas. Ela entrou na chamada fase do “estranhamento”, ou seja, pessoas que ela não tem costume de ver fazem com que ela chore.
Dizem que, na verdade, não é estranhamento, mas que as crianças choram quando não reconhecem a pessoa. A Vitória fica muito braba, principalmente se tentam dialogar com ela!!!
As noites agora, antes dela dormir, exatamente na hora da nossa janta que antes eram abaixo de muito choro, estão muito calmas. A Vitória fica no carrinho com os brinquedos enquanto jantamos e, por vezes, até depois da janta. Nem para o banheiro, lá no ferrolho, preciso mais ir. Ela tem ficado no meu colo, sentados no sofá, com os bonecos ou com o controle da tv. Tenho que tirar as pilhas do controle, se não ela troca de canal o tempo todo.
Além disso, e talvez o que seja melhor para nós, é que ela está muito amorosa. Ela pega em nosso rosto com as duas mãos e sorri e nos baba, deixa ficar de bochecha encostada e vem gostando de ganhar beijos.
Olha, não há nada melhor do que teu filho te reconhecer e te dar um grande sorriso!!!
Outras tantas mudanças aconteceram, tantas que nem me lembraria agora e vão desde a coordenação motora, até as feições do rosto.
Mas o que mais tem me impressionado ultimamente é o amor que a Vitória pegou pelo Bartho. Ela olha pra ele e dá gargalhadas. As brincadeiras que ela mais gosta é perseguir o Bartho. Temos que andar com ela no colo, correndo atrás do cachorro. Quando ela ensaia um choro é só perguntar: “Cadê o Bartho?” e tudo vira riso.
O Bartho, por sua vez, ainda está um tanto arredio, tem medo e não deixa a gente chegar muito perto com a Vitória no colo.
Mas quando a colocamos no “tapete mágico”, agora estrategicamente colocado no chão em frente á tv, mais de uma vez já nos deparamos com ele deitado, bem próximo, cuidando dela ali.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

5 MESES



5 meses. E o tempo vai...
Na última semana a Vitória teve uma evolução impressionante na sua destreza. Os brinquedos que ficam pendurados no arco da cadeirinha dela, presos por velcro, que antes ela só balançava, agora são arrancados com facilidade e, muitas vezes, depois de bem babados, jogados longe.
Agora, quando eu e a Laura, principalmente, nos aproximamos dela, ela lança as mãozinhas pra frente e pega no rosto da gente, com preferência por apertar o nariz e os lábios. Nunca escapo de ter os óculos arrancados da cara e devidamente babados.
Essas manifestações de carinho são realmente momentos de felicidade, ainda mais pelo fato de, na grande maioria das vezes, virem acompanhadas de uma risada gostosa.
Outra mudança interessante foi em relação ao Bartholomeu. Ela anda encantada com o cachorro e já brincamos de pegá-lo.
E nessa brincadeira em especial aparece mais a última novidade: a gargalhada. Ainda são curtas, pouco mais que um gritinho, mas são cheias de felicidade.
O Bartho, por sua vez, continua arredio e com medo da Vitória. Só quando mandamos ele ficar parado é que conseguimos aproximá-la dele. Caso contrário, é só chegar perto com ela no colo que o bicho se manda.
Mas acho que assim que ela tiver mais senhora de seus movimentos e começar a brincar sozinha, o Bartho vai gostar muito. Ele já cuida dela, do jeito dele, mas cuida!!!
Amanhã a Vitória vai na pediatra para a visita dos 5 meses. Vai ser pesada e medida. Com certeza ela já passou bem dos 6 kg e dos 60 cm.
Nos últimos tempos, por força da tal gripe “A”, suína, H1N1, ou seja lá o nome que tenha, as saídas com a Vitória estão bem restritas. Nunca mias ela foi no lugar que mais gostava: o shopping; também não foi mais no supermercado ou qualquer outro lugar fechado com muita gente. Achamos melhor não dar sorte para o azar.
Além dessas coisas que já falei, a Vitória agora assopra a baba com mito mais força fazendo barulho de motoca; bate as pernas na banheira fazendo a mãe dela praticamente tomar banho também; gosta do controle da tv e troca os canais ou aumenta o volume entre uma babada e outra, porque tudo acaba na boca, tudo termina babado.
E eu acho a coisa mais sensacional do mundo.
Sou mais babão do que ela!!!

domingo, 9 de agosto de 2009

PRIMEIRO DIA DOS PAIS


Hoje é meu primeiro dia dos pais. Ganhei um pijama estampado com a foto da Vitória dizendo “Eu te amo meu papai...”, uma caneca com a mesma estampa e uma manta que tenho passado um pouco de frio ultimamente.
Ganhei os presentes quando levantei um pouco depois das 8 da manhã pra fazer o mama da minha filha.
Mais tarde ela tomou banho comigo na banheira e a mamãe colocou uma roupa vermelha na pequena e que, modéstia a parte, deixou ela muito linda.
A sensação de ser pai é interessante. Para mim, às vezes ela está mais presente que nunca. Olho pra Vitória e me surpreendo: “é minha filha!!!” ou com maior surpresa ainda: “eu sou pai!!!”
E olha que foi sempre uma coisa que quis ser, e que há muito já estava preparado. Mas é bem diferente na realidade.
Ultimamente, a Vitória anda tomando conta da situação. Ela não quer mais ficar na cadeirinha. Só no colo e com a gente de pé, chacoalhando a figura. Caso contrário: choro, muito choro.
E como ela é bastante braba, o que começa um choro manhoso, vira uma fúria aos berros e lágrimas abundantes e que quase nada faz passar. Só levando pro ferrolho.
Ferrolho vem a ser o lugar do trocador no banheiro dela, único lugar da casa em que ela sempre para de chorar e brinca, sorrindo para um móbile que lá instalamos providencialmente.
Assim, nossa rotina diária tem sido de jantares regados com muito choro e, depois, enquanto a Laura arruma tudo, eu fico com a Vitória no banheiro, rodando o móbile, já batizado de “seu moquito”.
E ficamos praticamente uma hora assim, até perto das 11 horas da noite, horário do último mama antes de dormir.
Como não sabemos muito bem o que fazer para parar com essa situação e temos teses diversas, eu e a Laura acabamos tendo uma que outra discussão.
Acredito que, enquanto ela ganhar colo sempre que chorar, nunca vai parar de chorar. Logo, acho que o único jeito de melhorar é deixar a Vitória chorar até cansar.
Mas essa minha tese é muito difícil de por em prática, primeiro, pelo fato de não fazer nada bem ficar ouvindo sua filha chorando, sabendo que só o que ela quer é colo; segundo, por que a Laura fica meio histérica.
Daqui há alguns dias a Vitória vai estar completando o quinto mês, já vai estar pronta para começar a se adequar a realidade. Pelo menos estou tentando me convencer disso.
Bom, mas esse tempo no banheiro tem sido ótimo para tirar fotos e fazer filminhos com a guria. Como no ferrolho ela fica de bom humor, tenho várias fotos dela sorrindo e filmes com gritos e gargalhadas (ou quase isso).
Como passo o dia inteiro no trabalho também tenho aproveitado esse tempo para ficar bem próximo dela, acho que por isso não tenho achado tão ruim ficar minhas noites no banheiro, embalando o “seu moquito” e ouvindo música num rádio-flor.
Faz umas 3 semanas que a Vitória teve uma virose que causou uma certa diarréia e que a fez perder um pouco de peso, diminuindo as bochechas.
Felizmente, isso já passou e o ganho de peso foi rápido, tanto que acho que ela já ultrapassou os 6 kg.
Eu e a Laura concluímos que vamos ter que buscar ajuda pra endireitar a Vitória, ou melhor, pra nos ensinar a lidar com ela.
Nunca ninguém disse que seria fácil. Mesmo assim não trocaria nada no mundo pela felicidade completa de ver minha filha sorrindo pra mim quando chego do trabalho.
Isso vale tudo!!!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

4 MESES


Hoje a Vitória está completando 4 meses e, por mais que seja rotina, a pressa com que o tempo passa sempre me assombra.
Já informei a Vitória que ela não precisa crescer muito rápido, não. O ritmo dela, hoje, está muito acelerado para o meu gosto.
Afinal, ela já deve estar bem próxima aos 60cm de altura e 5,5 kg de peso. Parece pouco, mas é bastante para alguém que menos de 4 meses atrás tinha só 2kg .
Só que o crescimento físico é o que menos impressiona. A interação dela com o mundo é bem mais instigante.
Hoje, a Vitória já está prestando atenção e preferindo brinquedos; já consegue agarrar vários objetos com as mãos; ontem, inclusive, ficou bem quieta assistindo desenho (Backyardigans).
O vocabulário também aumento bastante, ainda que nada seja inteligível para mim, reles pai mortal. Mas eu vejo na cara dela que ela está sabendo exatamente sobre o que está falando. Eu concordo e tento imitar os sons, mais ou menos como um conhecido técnico de futebol brasileiro.
O mais legal de tudo é que ela já nos reconhece e sorri abertamente com todas as brincadeiras que faço. Aliás, a gente tem que ter muita criatividade, pois ela se cansa rapidamente de várias brincadeiras.
Faz tempo que eu brinco de fazer barulho com a boca (aquele que se coloca a língua entre os lábios e assopra) e ela tenta imitar, com tanto esforço que acaba em choro. Ontem, pela primeira vez ela conseguiu fazer, com muito cuspe, ainda, mas saiu...e muita risada.
Semana passada eu cheguei em casa depois do trabalho, por volta das 20 horas e a Vitória tinha acabado de mamar e estava dormindo no colo da Laura.
Na troca do colo a Vitória acabou acordando. Deitei ela na cama e ficamos brincando, fazendo barulho com a boca, mexendo nos pezinhos, fazendo “bicicleta”.
A televisão ligada noticiava mortes pela gripe “A”, inclusive de uma criança de 4 ou 5 anos.
Eu, ali, olhado para o sorriso da Vitória, ouvindo aquilo, acabou fazendo nascer uma sensação de medo que me fez abraçar minha filha com uma força além daquela que havia me permitido até então com medo de machucá-la.
Enfim, senti um medo como nunca havia sentido; medo de que algo pudesse acontecer com ela, medo de não conseguir mais viver sem ela ali, sorrindo, chorando, dormindo, seja do jeito que for.
Acho que todos os pais acabam, um dia, sentindo esse medo. Mas nunca pensei que fosse tão difícil entregar um filho para o mundo.
Se agora que tudo o que a Vitória faz é controlado por nós, todos os horários, onde ela vai, o que veste, o que come - menos a hora do choro – e já me dá medo, imagina quando ela tiver vontade própria, imagina quando as pernas dela a puderem levar.
Já estou tentando me acostumar com a idéia, pois agora parece realmente impossível.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

TERCEIRO MÊS


A Vitória completou o 3º mês ontem, dia 21. Hoje, ela foi fazer a consulta mensal com a pediatra e pesou 4,740kg e já está medindo 56,5 cm. Relembrando, a Vitória nasceu com 45 cm e 2,3kg, perdeu pouco mais de 200g ainda no hospital.
Nesse último mês a Vitória engordou praticamente 1kg.
Logo que ela nasceu a gente não notava o quão magrinha ela era. Só agora, comparando as fotos é que reparamos e nos impressionamos.
A cara, antes magra, já está totalmente diferente, bem rechonchuda, cheia de bochecha e iluminada pelos olhos ainda azuis.
As pernas sempre foram longas, mas agora as coxas estão roliças, além de musculosas, como podem ser musculosas as pernas de um bebê.
A Vitória ganhou da Elenise, uma querida amiga, uma cadeirinha que treme e que usamos já faz tempo. Mas a cadeira também tem uma haste com 3 bonecos e até 6ª feira última a Vitória nunca tinha reparado.
No entanto, desde 6ª notamos que ela ficou bem quieta na cadeira, olhando fixamente para os bonecos. Já no sábado, ela fazia um grande esforço para se mexer e bater nos bonecos, o que ela conseguiu fazer com mais acerto hoje.
É realmente impressionante como um único dia pode fazer tanta diferença.
E a cara da Vitória olhando para aqueles bonecos, o esforço dela para acertá-los, arrancando até mesmo algum sorriso, é emocionante.
Desde que voltei a trabalhar, acho que esse foi o dia que fiquei mais tempo longe da Vitória. Como o dia foi cheio, confesso que não cheguei a sentir uma saudade forte. Ou melhor, achei que não até chegar em casa.
Foi só olhar praquela guriazinha que chegou a dar uma dor no peito de tanta saudade.
Alguém pode esta pensando: êta cara bobo esse!!!
E confesso sem a menor vergonha: estou completa e totalmente bobo com a minha filha e posso garantir que ela faz tudo por merecer.

Quem sou eu